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«Tengo hambre» e «estou com fome»: por que muda o verbo

Nós dizemos «estou com fome»; em espanhol, o mais comum é «tengo hambre». E cuidado: «estoy frío» não quer dizer que você está com frio.

2 min de leitura

Você está num restaurante, em outro país, e quer dizer que está com fome. A frase sai quase sozinha: «Estoy con hambre». Em algumas regiões, até vão entender sem estranhar. Mas, na maior parte do mundo que fala espanhol, o natural é outro verbo: «Tengo hambre».

Não é um caso isolado. Onde nós dizemos estou com, o espanhol costuma dizer tengo.

Como ficam essas frases em espanhol?

Estou com fome. → Tengo hambre.

Estou com sede. → Tengo sed.

Estou com sono. → Tengo sueño.

Estou com frio. → Tengo frío.

Estou com medo. → Tengo miedo.

A sensação é a mesma; o que muda é o verbo que cada língua escolhe. Por isso, aprender essas combinações inteiras ajuda muito mais do que traduzir estar ou com separadamente.

Não quer dizer que estar com sempre vire tener. Em espanhol, estoy con hambre aparece em algumas regiões, e em português também existe tenho fome. Não são erros automáticos. Mas, se você quer soar natural em qualquer lugar, tengo é a aposta mais segura.

E «estoy hambriento»?

Também existe, e está correto. Mas soa mais intenso, como o nosso estou faminto. Para avisar que já é hora do almoço, «Tengo hambre» é mais comum.

Outra diferença útil: «El agua está fría» descreve a temperatura da água, igual ao nosso a água está fria. Aqui o espanhol usa estar, como nós. O tener aparece quando falamos do que a pessoa sente.

Numa aula, isso pode parecer detalhe. Numa viagem, é bem prático. Se você diz «Tengo sed» no restaurante, já está pedindo algo para beber. Se alguém oferece abrir a janela e você responde «Tengo frío», a pessoa entende na hora.

Como praticar?

Pense em três situações: você não come desde a manhã, caminhou horas debaixo do sol e está quase indo dormir. Diga em espanhol: «Tengo hambre», «Tengo sed» e «Tengo sueño».

Agora mude a pessoa e a negação. Ela está com medo → «Ella tiene miedo». Não estou com fome → «No tengo hambre». O verbo muda junto, mas a estrutura continua a mesma.

Às vezes, a diferença entre duas línguas não pede uma explicação complicada. Basta perceber com quais palavras cada uma costuma andar. Conhecer uma palavra é o começo; saber com quem ela anda é o que deixa a frase natural.

F. J. Levin

Revisado e aprovado

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